Escravidão Pós Moderna

Meu amigo pastor em Azaré acaba de me ligar. Seu dilema atual é relacionado ao filme “Fé de mais demais não Cheira Mal bem” e o método da Igreja Universal, copiado por vários descendentes da mesma Igreja, de um lado e a Igreja Ética de outro. Acontece que a escolha deve estar em sintonia com o público sustentador. No caso, a expectativa do público daquela magna Igreja é de Milagres, Autoridade e Poder e não de exposição Bíblica, narrativas fiéis e essas bobagens.
Claro que esse não é o caso das Igrejas do Morumbi e da Zona Oeste. Nesses lugares as pessoas se contentam com debates onde se pratica a velha masturbação intelectual, exposições bíblicas corretas e muita ética das castas superiores.
Depois de falar com ele, olhei para meu umbigo e vi a minha própria hipocrisia. Para defender sua convicção honesta, ética e honrada é preciso uma boa conta bancária, daquelas capazes de mover o gerente da agência dele até sua casa ou escritório a fim de lhe oferecer seus melhores produtos e vantagens. Se você, como eu, tem que ir ao gerente de sua conta, sentar no banco dos desesperados para aguardar ele dizer um sonoro “não” ao infeliz atendido na sua frente, esqueça. Você é só mais um competidor na corrida dos ratos, onde quem pode mais chora menos.
E a fé pastor, o que faço com ela?
Se você tiver fé, o que eu duvido com todas as minhas forças, então você é um dos privilegiados com força suficiente para escapar dessa roda da desesperança. Apesar que, alguns sem fé conseguiram escapar. Foram bem preparados por seus pais ou pelos pais de algum amigo e venceram sob a tutela da sabedoria. Há até quem tenha encontrado seu próprio caminho nos livros e no auto esforço. A fé não foi feita para livrar-nos do sistema escravizante criado pelo próprio ser humano com a finalidade de escravizar seus semelhantes. Nós nunca deveríamos ter nos deixado enredar. Isso é fé. Por isso o excomungado do Paulo vivia repetindo a frase da Habacuque: O Justo viverá pela fé. Para isso o caminho foi dado por Jesus Cristo: Necessário será nascer de novo.
Fé de mais, ou fé demais?
Wander
Maio 8, 2009 em 3:37 pm
Sei não…quando esse pastor de Azaré liga pra você,
eu fico com a pulga atras da orelha…eu começo lembrar da sua última visita em Azaré…pensa bem, não se arrisque a pagar todos aqueles micos novamente…
eu não confio naquele povo.
Raquel
Maio 8, 2009 em 7:12 pm
Ai Lulão, ó, fica chateado não mas…não entendi não…Digamos que eu entendi os parágrafos, mas não entendi a amarração. Faz um desenho aí pra bete, faz…
bete
Maio 9, 2009 em 10:03 am
Num mundo de valores desgraçados (= sem graça nenhuma), onde vale quem vence, é complicado o cara escutar de bom grado a idéia de que o rapaz que era o próprio rosto de um deus bondoso foi derrotado, estraçalhado numa cruz e ouvir ainda que a pessoa que se admirar das idéias dele e quiser fazer a mesma coisa, muito provavelmente vai terminar de modo semelhante. Daí pegaram a coisa da ressurreição e a transformaram em discurso de vitória, quando, parece, a intenção era a de acabar com a idéia mesma de “vitória x derrota”. Tô semeando onde passo o que o Wayne Meeks propõe como slogan do cristão: “Viver alegremente num mundo desagradável”.Devo fazer umas camisetas pra vender nas portas da IURD?
Rondinelly
Maio 9, 2009 em 12:42 pm
Cara, alguma coisa contra masturbação intelectual?
E na secretária eletrônica o recado: Tudo isso te darei, comida na mesa e plano de saúde, se prostrado adorares nas Grandes Igrejas de que falas mal.
Paulo Brabo
Maio 9, 2009 em 6:37 pm
“Nunca deveríamos nos ter deixado enredar”, mas quem de nós, principalmente eu, não deu umas escorregadas feias? Falta de fé. Pensei que tivesse esperança, (nem isso) mas acho que me encontro na roda dos desesperançados. E eu tenho me dado tão mal…
Ah!Parabéns às mamães!!
Jacira Mavignier
Maio 10, 2009 em 1:24 am
E Jesus tinha razão.Acho que tenho me dado tão mal,por estar nela,(na roda dos desesperançados).Mas quem de nós nunca ficou,atire a primeira pedra…
Jacira Mavignier
Maio 14, 2009 em 1:23 am